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Quando não nos alimentamos de maneira correta podemos ter excesso de colesterol no sangue. Uma alimentação rica em gordura pode aumentar o nível de colesterol e causar doenças cardíacas e circulatórias. “O colesterol é uma gordura necessária para o bom funcionamento do organismo e está presente nos alimentos. Nosso corpo também fabrica colesterol, principalmente no fígado. Assim, como podemos fabricar a quantidade de colesterol que necessitamos, uma alimentação rica em gordura saturada pode elevar os níveis de colesterol no sangue e nesse caso será prejudicial”, alerta o Dr. Luiz Antônio de Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de Santa Catarina.

Nos dias atuais onde predominam o sedentarismo, a alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre, a obesidade, o estresse e o tabagismo, os estudos têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (circulação) começam muito cedo, sendo que aos 20 anos, aproximadamente 20% desta população já estará afetada de alguma forma. Os eventos finais deste processo, infarto e derrame, são as maiores causas de mortalidade em nosso meio.

Visando esclarecer e alertar a população em relação a estes fatos, a Regional de Santa Catarina, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia está lançando uma Campanha de Prevenção, que ocorrerá neste mês de agosto, com exames gratuitos para dosagem de colesterol à população, além de palestras gratuitas. Mais informações no site www.sbemsc.org.br ou pelo telefone (48) 3231 0336.

Colesterol bom x Colesterol ruim

O colesterol total é uma combinação dos tipos de colesterol HDL (High-Density Lipoprotein), LDL (Low-Density-Lipoprotein) e VLDL (Very-Low-Density-Lipoprotein). Cada um desses tipos tem uma função no organismo. “O LDL, que significa “lipoproteína de baixa densidade”, é chamado de ruim porque ele forma as placas de gordura e entopem os vasos sanguíneos. Então, quanto mais alto o LDL, maior a chance de doenças como acidente vascular cerebral, infarto, entre outras”, explica o endocrinologista. O HDL (lipoproteína de alta densidade) é o bom porque ajuda a remover o excesso de colesterol ruim do sangue.

Os triglicerídeos também são prejudiciais porque junto com o LDL aumentam o risco de doença coronariana por formação de placas de gordura nas paredes das artérias e veias, impedindo a passagem de sangue, o que causa o infarto.

Controlar a alimentação é importante

Se uma pessoa consome muita gordura, vai aumentar os níveis de colesterol ruim, por isso a alimentação é a chave para diminuir os depósitos de gordura no organismo.

Parar de fumar, controlar bem a pressão arterial e outras doenças como o diabetes ajudam na prevenção de doenças cardíacas e vasculares. A atividade física é fundamental porque além de diminuir os riscos cardíacos, ajuda a baixar o colesterol ruim e aumentar o colesterol bom.

Para se obter uma vida mais saudável procure consumir alimentos que são mais benéficos e principalmente livres de gordura. Eis alguns exemplos:

Consumir a vontade

- Verduras
- Legumes
- Frutas frescas
- Aves sem pele
- Peixes
- Leite desnatado
- Queijo branco
- Óleos de Oliva, Canola e Girassol

É importante salientar que nenhum alimento deve ser consumido exageradamente com o intuito de reduzir as taxas de colesterol. "Não existem alimentos que por si só diminuem os níveis de colesterol, ainda que ingeridos em grande quantidade. O importante é a combinação de dieta balanceada, prática de atividade física regular e consultas periódicas ao médico para exames preventivos”, orienta Dr. Luiz Antônio de Araújo.

Alimentos que devem ser evitados

- Carne de porco
- Lingüiça
- Bacon
- Embutidos em geral
- Leite integral
- Queijos amarelos e cremosos
- Ovos
- Manteiga
- Coco
- Chocolates
- Doces
- Frituras
- Refrigerantes
- Pão doce
- Molho branco
- Amendoim
- Abacate

Na hora de escolher os alimentos é importante levar em consideração alguns detalhes, como observar o rótulo e ver as informações sobre a quantidade de gordura saturada e colesterol (ovos, banha animal ou vegetal, queijos, miúdos e manteiga). Se ao ler a embalagem você perceber que existe uma variedade de ingredientes muito gordurosos, o produto deverá ser evitado.

Dicas de alimentação

- Na hora de fazer o prato, comece pelas saladas e use molhos à base de óleo vegetal e vinagre.

- Se for comer pães, prefira os mais simples. Evite croissants, pães doces e roscas com frutas.Troque a manteiga por margarina tipo “light”.

- Cereais e leguminosas são excelentes para a saúde. Milho, trigo, aveia, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilhas secas, feijões e batatas cozidas são recomendados.

- O frango deve ser sem pele e sempre cozido ou grelhado.

- As carnes devem estar sem gordura. Peça que a camada de gordura aparente seja retirada no açougue ou no supermercado.

- Se comer hambúrguer, troque o acompanhamento de batata frita por salada de alface e tomate. Dispense os molhos à base de maionese e queijo.

- Escolha peixes sempre cozidos ou ensopados.

- Prefira massas somente com molho de tomate. Evite pedir molhos com carnes, salsichas, molhos brancos e à base de queijos.

- Vegetais podem ser consumidos à vontade, cozidos ou crus.

- Os doces, chocolates, tortas, balas, sorvetes, biscoitos recheados e Milk-shakes devem ser trocados por frutas da época. Frutas em calda enlatadas não são recomendadas. Picolés de fruta, iogurtes de baixa caloria, barras de cereais e geléias de baixa caloria são permitidos.

Números importantes

Os níveis de colesterol são medidos em mg/dL. O National Cholesterol Education Program desenvolveu as seguintes classificações para pessoas acima de 20 anos que não têm doença cardíaca:

NÍVEL DESEJADO DE COLESTEROL NO SANGUE - Colesterol total no sangue menor que 200 mg/dL; LDL menor que 130 mg/dL.
NÍVEL LIMÍTROFE DE COLESTEROL ALTO - Colesterol total entre 200 e 239 mg/dL ou LDL entre 130 e 159 mg/dL.
COLESTEROL ALTO - nível total de colesterol maior que 240 mg/dL ou LDL superior a 160 mg/dL. Para pacientes com doença cardíaca, LDL acima de 100 mg/dL é muito alto. Adicionalmente, nível de HDL menor que 35 mg/dL é considerado baixo e aumenta o risco de doenças do coração.